Amanhã começa a temporada 2008 do Keukenhof, o famoso parque de flores da Holanda, que ficará aberto até o dia 18 de maio. Este ano o tema é a China, os Jogos Olímpicos e Pequim. Uma das homenagens à história e cultura chinesas será um imponente dragão que florescerá na primavera. Ele faz parte de um mosaico formado por 24.500 flores, dentre elas muitas tulipas, é claro.
Só pra dar uma idéia, dê uma olhada em alguns números do Parque:
Ano passado a bailandesa foi lá e trouxe todas as dicas pro Tabuleiro. Confira aqui
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Demorei pra ir lá. Sempre passava e tinha uma fila imensa. Aí eu pensava: ah, estou sempre por aqui. Qualquer dia desses entro. E assim passaram-se quase dois anos. Mas valeu a pena esperar para entrar na famosa casa onde se escondeu Anne Frank durante a 2a Guerra Mundial. Depois de visitar os mais importantes museus da Holanda, ver os grandes mestres e as majestosas edificações, cheguei a um museu onde a grande obra-prima é a emoção.
Conhecida internacionalmente, a Casa de Anne Frank se situa do bairro Jordaan num charmoso canal, o Prinsengracht. O imóvel datado de 1635 recebe cerca de 900.000 visitantes por ano. Todos em busca de vivenciar a angústia e, ao mesmo tempo, sentir a vivacidade de uma menina que viveu durante quase dois anos em um sótão e que depois da sua morte, contou ao mundo a sua história. Este é um museu em que a ausência é mais presente do que tudo. Também não é preciso pedir silêncio. O respeito é imperativo.
Ainda existem alguns móveis da época, mas vídeos e outras formas audio-visuais narram a história e compõem o cenário. É impossível ficar indiferente. A idéia inicial era a reconstrução total da casa, criando assim, o mesmo ambiente do passado. Otto Frank, pai de Anne, se recusou. O que ele queria era que as pessoas vissem e sentissem o que restou da casa após a invasão nazista. E conseguiu.
Até agosto de 1944, quando foram traídos e entregues à Gestapo, duas famílias viviam em total silêncio, sem o direito de um simples abrir de janelas. O acesso ao sotão, anexo à parte de trás da casa, se dava através de uma estante de livros. Lá se encontra até hoje parte do universo em que por dois anos viveu a criativa e sagaz menina que, sob o constante medo, colava retratos em preto e branco na paredes e escrevia cartas e histórias para amigos imaginários.
Ironicamente, Anne Frank morreu no campo de concentração Bergen-Belsen duas semanas antes de ser libertada. Otto Frank foi o único sobrevivente da família e depois da guerra publicou o diário. Assim, contou ao mundo os horrores da guerra, através dos olhos da sua filha. O diário foi traduzido em mais de 60 línguas e já vendeu mais de 25 milhões de cópias
Interação
O museu conta ainda com uma parte moderna que, além de arte contemporânea, conta com algumas atrações interativas. Existe, por exemplo uma sala onde diveras imagens, filmes, situações são mostradas à platéia que, através de alguns dispositivos espalhados pela sala, emite a sua opinião, concordando ou discordando. Uma forma de praticar e estimular a tolerância.
Os arredores
No dia que reservar para visitar a Casa de Anne Frank, aproveite para passear pelo charmoso bairro do Jordaan, tomar um café no t'Smalle e para evitar as filas, visite no final do dia ou à noite. Em julho e Agosto, o museu fica aberto até às 10 da noite. Você vai não vai deixar de notar a estátua em homenagem à Anne Frank, mas, bem próximo à Casa de Anne Frank também está o Monumento Gay. Chamado de Pink Triangle ou Triângulo Rosa, é uma homenagem a todos os homossexuais perseguidos na 2a Grande Guerra e porque não ainda hoje em dia. Construída em granito rosa, a escultura consiste em três triângulos - simbolizando o passado, o presente e o futuro - que formam um maior. O triângulo rosa era a marca que os prisioneiros gays eram forçados a usar nos campos de concentração.
Informações Importantes:
- Não é permitido fotografar, filmar, fuma, usar celulares, grandes mochilas e carrinhos de bebê.
- O local não é acessível para pessoas com problemas de locomoção. A escada até o sótão é mínima e muito íngreme.
- O preço para adultos é 7,50 euros, de 10 a 17 metade e até nove anos, a entrada é gratuita.
- Formas de pagamento: dinheiro, Visa e Mastercard
- Atenção: não aceita o Museumkaart.
Como chegar:
Da estação Central : Trams ( bonde) 13 ou 17 ou ônibus 21, 170, 171 or 172. Salte no ponto 'Westermarkt'.
Endereço: Prinsengracht, 267 Amsterdam - Tel: 31 (0)20 5567105
Imagens: european-architeture.info (casa) - holocaustresearchproject.org (Anne Frank)
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