Só passei lá para tomar um rápido café no meio de uma tarde fria de outono, mas foi o suficiente para me apaixonar. A companhia era ótima, o café gostoso e o ambiente irresistívelmente charmoso. Estou falando do Café 'T Smalle, um bar/restaurante que apesar de ser aberto apenas em 1978, tem um pezinho lá no século XVIII. É que em 1786, Pieter Hoppe neste mesmo endereço guardava os seus estiques e promovia degustações da sua famosa bebida jenever. Não posso garantir, mas o nome me lembra Genebra, que nunca provei, mas já vi no Brasil. Atualmente a marca Hoppe é sinônimo de jenever e de outro destilados na Holanda.

Logo Hoppe - detalhe dos vitrais do Café
Situado num dos bairros mais charmosos de Amsterdam, o Café além de ter impressionar pelo seu interior todo em madeira, passa uma atmosfera aconchegante. É o tipo do lugar que inspira a longos bate-papos regados a uma biertje - cerveja no diminutivo em holandês - ou a um simpático e despretensioso rosé no verão. E se você chegar lá no verão e tiver sorte, ainda pode encontrar uma lugar no terraço à beira do canal.

Janela Lateral
No cardápio não vi nada de excepcional; apenas o que normalmente vemos em cafés holandeses: sanduíches, saladas, diversas frituras, sopas, tortas e poffertjes - espécie de mini panqueca - para acompanhar o chá ou café e um café da manhã com direito a croissants. Mas o que pude ver com o meu olho comprido nas outras mesas, me parecia bem saboroso.

Interior
Conheci o 'T Smalle ao fazer um tour pelo bairro do Jordaan e facilmente você pode combinar um passeio pelo área com uma visita ao café. Você pode por exemplo, ir à casa de Anne Frank ( se tiver paciência para vencer a fila) ou apenas andar pelos lindos canais da área como o Lindengracht, o Rozengracht, o Palmgracht e o encantador Bloemgracht (canal de flores), Uma dica: agende uma visita com o Mee in Mokum e conheça todos os segredos da área, inclusive o 'T Smalle, por apenas 4 euros por pessoa. Você é guiado por um local, geralmente simpáticos aposentados e no meu caso, tive um tour para apenas duas pessoas. Reserve com antecedência e avise, se quiser o tour em inglês.
Serviço:
Café 't Smalle
Endereço: Egelantiersgracht 12
Telefone:31 20 344 4560
Horário:Diariamente de 10:00 a 1:00 e Sexta e Sábado até às 2:00h
Site:www.t-smalle.nl
sugira um post envie para um amigo topo permalinkUma das melhores maneiras de se conhecer um país ou um povo é através das diversas expressões culturais. Filmes, livros, pinturas, teatro e todas as formas de arte muitas vezes revelam uma faceta, um ângulo diferente da cultura de um lugar. Por isso hoje resolvi fazer uma seleção de livros, filmes, e outras formas de arte que de alguma forma estão relacionados com a Holanda. Ao escrever esse post já sei que de alguma forma estarei cometendo injustiça, por isso me limito a falar sobre o que já vi, li ou lembrei neste momento.
O Diário de Anne Frank: O relato da adolescente que comoveu o mundo ao expor os seus pensamentos, sentimentos, receios e esperanças enquanto se escondia dos alemães junto com a família numa Amsterdã ocupada por nazistas.

Anne Frank
Amor de pai ( título original: Passievrucht) de KArel G VAn Loon: enquanto Armin, viúvo e personagem principal desse thriller psicológico, tenta montar um quebra-cabeças emocional ao descobrir que não é o pai biológico do seu filho adolescente, viajamos em diversos cenários, hábitos e destaques da cultura holandesa. Leitura rápida e "de pegada".
Turkisfruit: Obra escrita e, 1969 pelo recentemente falecido escritor holandês Jan Wolkers. Um verdadeiro marco na literatura dos Países Baixos. Controverso, explícito e direto, revela uma trágica história de amor que chocou e inspirou várias gerações. Depois livro, agora vou ver o filme, que é considerado um dos destaques do cinema holandês. E claro que quero ver o Rutger Hauer novinho. Quem não lembra do ator no papel do implacável replicante em Blade Runner?

Rutger Hauer - Blade Runner
Já que estamos falando de cinema, não podemos deixar de mencionar Paul Verhoeven, diretor de Robocop, Instinto Selvagem e do ZwartBoek ou Livro Negro, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro neste ano e que através do cenário da resistência Holandesa durante a 2a Guerra, nos mostra como pessoas, valores, princípios e limites alcançam um outra fronteira em tempos de violência. Bicicletas, canais e a típica arquitetura holandesa tem presença marcante no longa.

Quer ter fazer um eletrizante tour pelos canais de Amsterdam? Alugue o DVD do filme Os Diamantes São Eternos, de Guy Hamilton. Você terá como guia, nada menos do que o agente 007. Quer fazer uma conexão direta entre Brasil e Holanda? Assista o noir Paid do diretor Lawrence Lammers e além duma viagem à capital holandesa, você ainda conferir a atuação de Murilo Benício e curtir a trilha sonora de Jacques Morelembaum.

Jip & Janneke
jipenjanneke.nl
Jip e Janneke: irresistíveis personagens criados pela escritora Annie M.G. Schmidt que através das mais simples situações do cotidiano infantil expressam os mais diversos aspectos dos hábitos culturais holandeses.
Sei que a lista grande e que ainda teremos muitos posts falando sobre cultura, mas por hoje, é só. Ah, sugestões, dicas são sempre bem-vindas!
Até a próxima
sugira um post envie para um amigo topo permalink