Sabe aquela expressão "Vamos começar pelo começo"? Foi o que fiz na 6a feira, num passeio à Amsterdã. Quando se fala na capital holandesa, Zeedijk pode ser considerado um bom ponto de partida. Essa rua que, até o começo do século XVII, foi um respeitável endereço, transformou-se na primeira parada quando se pensava em mulheres, antigas canções e muito vinho. Ainda hoje, você pode sentir o vestígio dessa atmosfera boêmia nos cafés e restaurantes.

Zeedijk
Zeedijk também é muitas vezes chamada de Chinatown e isso foi o que mais me impressionou nesta tarde. O lado sudeste da rua, é tomado por restaurantes chineses, japoneses, coreanos, vietnamitas, indonésios - alguns bem baratos, por sinal - além de diversas lojas de produtos orientais, chamadas de Tokos. Também pra minha surpresa, ao andar pela rua tomada pela habitual arquitetura holandesa, me deparei com um enorme templo, contrastando com as casinhas de tijolos vermelhos. Era o templo He Hua; repare na foto acima.

Templo He Hua
Após este ponto, a rua vai se transformando numa área de entretenimento com uma mistura de bares gays e tradicionais. Dê um paradinha para visitar a casa número 1, onde funciona o café (bar) "In 't Aepjen". Essa é uma das duas únicas casas com fachadas de madeira que sobreviveram em toda a Amsterdam. A outra fica em Begijnhof 34. Nos anos de 1421 e 1452, houveram dois grandes incêndios que destruíram grande parte da cidade. Após 1452, quando 3/4 da cidade foram destruídos, o uso na madeira foi permitido apenas nas fachadas e não mais nas paredes laterais.

In 't Aepjen
A Zeedijk vai do Damrak em direção ao Nieuwmarkt e se conecta com a Waarmoestraat. Toda a região tem muita história pra contar, mas isso vai ficar pra um outro post, ok?
Até a próxima!
Imagem: In 't Aepjen -bma.amsterdam.nl
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