Passagem comprada, conferindo os últimos detalhes da viagem e você só pensa em chegar em Amsterdã, alugar a bicicleta e pedalar entre pontes e canais, certo? Está mais do que certo. Mas se quiser ir além e conhecer um outro lado da Holanda, aconselho a pegar a sua bike e fazer uma das muitas rotas turísticas especialmente criadas para ciclistas:a Rota da Waterland.

Mapa
Fonte: http://www.waterland.nl/
São 37 quilômetros que lhe levarão a uma verdadeira viagem no tempo. Prepare-se para um verdadeiro choque cultural. Ao sair da movimentada e liberal capital holandesa, você vai se deparar com vaquinhas malhadas pastando em companhia de ovelhas, isoladas vilas de pescadores com casas que mais parecem de bonecas e vai ter uma real noção do que é estar abaixo do nível do mar. Em Waterland, você vai pedalar em diques e ao admirar a beleza dos lagos, verá os diferentes níveis das águas e entenderá como os holandeses conseguem dominá-las.

Waterland
Fonte: http://www.club12.nl
Para sair da cidade, tome o ferry Buiksloterwegveer que fica atrás da Estação Central e depois é só seguir o mapa com rotas para ciclistas. Você encontrará mapas para ciclistas em livrarias ou em lojas da ANWB, uma imensa associação de proprietários de automóveis, que tem uma enorme participação na sociedade holandesa.
Pontos de Interesse:
Você passará pela linda cidadezinha de Durgedam e seguindo o seu caminho, mais ao norte, verá diversos lagos e diversas áreas de preservação para a reprodução de pássaros. A estrada que passa pela vila de Uitdam é chamada de Uitdammerdijk. E aí você tem duas opções: seguir para Monnickendam ou se quiser e tiver disposição para pedalar, pode sair da rota, indo para a direita e visitar a vila de Marken. Antes a charmosa vila era uma ilha e hoje é conectada ao continente por um dique. Depois de Marken, você pode tomar um outro barco em direção a Volendam, mas isso aumentará em muito o seu percurso. Por isso, confira no mapa com atenção.
A rota original vai até Monnickendam, que tem como principal atração turística a Speeltoren. Uma elegante torre datada do século XV com um relógio. Todas as manhãs de sábado às 11 horas e ao meio-dia, ao som dos sinos feitos pelo mestre Petervan de Gein, abre-se uma janela de madeira, de onde quatro cavaleiros mecânicos aparecem. Dessa cidade você pega o seu caminho de volta em direção à Amsterdam Noord, passando pela bela Broek in Waterland e suas casinhas de madeira. Chegando em Amsterdam Noord, você vai pegar o ferry de volta à Estação Central.

Waterland
fonte: henk50.web-log.nl
Prepare-se:
Pode-se dizer que se existe tempero na Holanda, é porque veio das Índias Orientais Neerlandesas. Essa era a colônia batava conquistada nos séculos XVI e XVII pela Companhia Neerlandesa das Indias Orientais ( ou VOC) e abrangia quase todo o território da atual Indonésia. Se você pensa em cravo, noz moscada, pimenta do reino, sândalo e o famoso molho de pimenta sambal, tem que pensar neste país, que é composto pelo maior Arquipélago do mundo. E também tem que ter em mente o nome de Cornelis de Houtman, holandês que descobriu, na época, uma nova rota da Europa até a as Índias Orientais. A Indonésia se declarou independente em 1946 e o seu Estado foi reconhecido em 1949.

Rijsttafel (literalmente mesa de arroz)
fonte: indrapura-driebergen.nl
Se a Holanda deixou marcas na colônia, o colonizado trouxe as suas delícias para o território batavo. Ao andar pelas ruas de Amsterdã ou qualquer outra cidade holandesa, você notará a presença de vários restaurantes indonésios. Um dos pratos mais populares da holanda é típico indonésio kip saté. Um espetinho de frango (kip) que vem servido com um delicioso (e calórico) molho de amendoim e as amadas batatas fritas. Eu já assumi o meu vício.
Uma típica refeição indonésia é composta de arroz cozido com diversos acompanhamentos de carne, verduras, frango ou peixe. Também utilizam o "Ketjap", um molho de soja doce, assim como gengibre e curry. O bom e' que você encontra vários desses molhos em supermercados. O coco, também muito utilizado em leite e ralado, traz alguma semelhança com o clima tropical do Brasil.

Kip Satê
Fonte: typicalducthstuff.com
Se você quiser se aventurar nos sabores indonésios, a bailandesa vai dar uma ajudinha no cardápio. Abaixo os pratos mais populares:
Nasi Goreng – Arroz frito com ovo, carne, peixe e vegetais.
Bami Goreng – mie - um tipo de "noodles" - frito com ovo, carne, peixe e vegetais.
Gado-Gado – vegetais cozidos com molho de amendoim
Saté – Carne ou frango grelhado (geralmente um espetinho) com molho de amendoim
Pisang Goreng - banana frita
Dica: onde se lê bami, é o mie (noodlels) e onde se lê Nasi, é arroz.
Aproveite e prove e de tudo, mas assim como na Bahia, quando alertamos para os perigos do excesso de dendê, cuidado com o molho de amendoim, hein?
Até a próxima.
Jazz e Holanda têm uma história que começa nos anos 20. O namoro que começou conturbado, cheio de críticas e desaprovações, deu certo e a união permanece borbulhante até hoje. A Holanda abriga, dentre outros eventos, o North Sea Jazz Festival, considerado o maior festival de jazz indoors do mundo e por isso, é considerada um grande roteiro para o turista musical.
Palcos e escolas
Não só de festivais vive o jazz holandês, mas também de casas de espetáculos e salas especiais dedicadas ao gênero, como o Bimhuis em Amsterdã e o SJU Jazz podium em Utrecht. Estas mantêm uma agenda recheada de música para todos os gostos e estilos. Um outro motivo de grande fluxo de pessoas para a capital holandesa é o Conservatório de Música de Amsterdã, cuja tradicional formação em jazz atrai estudantes dos mais diferentes países.
Os artistas
Nomes de peso internacional como Denise Jannah e a vocalista Fleurine, que recentemente gravou um álbum dedicado a Chico Buarque, estampam como produtos do jazz nacional e são motivo de orgulho batavo. Sem falar em inúmeros instrumentistas como Jesse van Ruller, guitarrista premiado e a saxofonista Candy Dulfer ( foto à esquerda) que já tocou com Prince , Van Morrisson, Pink Floyd e tantos outros. Tive a oportunidade e o privilégio de assistir o trompetista Eric Vloeimans em um show recente e no The Hague Jazz, festival que já acontece há três anos em Haia, também assisti o pianista Michiel Borstlap.
Festivais
A partir deste período do ano até o final do verão, não só jazz brilha nos palcos holandeses. Todos os estilos musicais são celebrados nos mais diversos eventos culturais pelo país. O Amsterdam Roots (foto à direita) é um dos mais conhecidos e traz ritmos de vários continentes. No ano passado, o Brasil foi homenageado com uma noite especialmente dedicada a ritmos brasileiros.
Confira aqui os festivais que vão acontecer neste ano na Holanda.
Imagens: Candy Dulfer ( Ron Beenen), Amsterdam Roots ( Clarissa Mattos)
sugira um post envie para um amigo topo permalink
A Holanda é famosa pelas flores, especialmente pelas tulipas. Mas a Primavera, estação mais florida do ano, também traz outros atrativos. Este é o período em que os filhotes florescem e se espalham pelos campos dos Países Baixos. Claro que você tem que ir à Lisse e visitar os campos de tulipas. Uma verdadeiro arco-íris na terra. Também deve dar uma passada no Keukenhof, o internacionalmente famoso parque das flores. Agora, especialmente se você está acompanhado de crianças, visitar uma fazenda e conviver com essas fofuras que são os carneirinhos, pode ser uma ótima pedida.
Muitas fazendas organizam a visita com diversas atividades. Na fazenda de Pieter en Anneke Kuijer, o dia começa às 11 e vai até as 16h. As crianças podem acompanhar a rotina de uma fazenda, como a ordenha de vacas e a retirada de lã das ovelhas e também podem visitar moinhos, ganhar um maquiagem especial no rosto, andar de carruagem e terminar o dia comendo as tradicionais pannekoeken (panquecas holandesas). Mas atenção, nem todas atividades acontecem todos os dias. É bom checar a programação.
A fazenda de Pieter e Anneke fica entre as cidades de Amersfoort e Baarn, mas existem outras com o mesmo tipo de atividade em toda a Holanda. A temporada de filhotes é curta, já que eles crescem muito rápido. Geralmente, as visitas são programadas apenas nos primeiros domingos da primavera. Este ano foi até 16 de abril. Mas de trem ou de carro, ainda dá para apreciar e se encantar com os novos rebanhos espalhados pelos campos holandeses.
A Bailandesa vai tirar férias no mês de maio. Mas logo, logo volta com novidades.
Até a próxima
Serviço:
Familie Kuijer
Endereço: A.P. Hilhorstweg 5 te Soest
Tel: 31 35-6014133
Quando: 11.00 às 16.00h
Preço: 4 euros - café, chá e limonada com guloseimas incluídos. Criaças até 3 anos grátis
Imagem: zijookweer.web-log.nl
sugira um post envie para um amigo topo permalinkImagine a situação: final de viagem, você acaba de chegar em Amsterdã e claro, com um orçamento curtíssimo. Você pensa que não vai poder aproveitar nada da cidade, não é? Engano seu! Mesmo com um bolso mais apertado do que metrô em hora de rush, ainda assim, dá pra aproveitar a capital holandesa. Continue lendo e comprove.
Passeio de Barco
Todo mundo quando chega em Amsterdã quer fazer o passeio de barco. Você também pode fazer o seu e sem gastar nadinha. Não vou lhe dizer que vai ser um passeio completo. Afinal, só dura uns minutinhos, mas a volta peo do rio Ij ( pronuncia-se "ei" com a boca bem aberta) vale a pena. Atrás da Estação Central, você pega o ferry Buikersloterwegveer na plataforma 7. De 6:30 às 21:00h, a cada 7, 5 minutos, sai um ferry em direção ao norte da cidade. Depois das 21:00h, o serviço é de 15 em 15 minutos
Arte e Paz
Holanda é também sinônimo de arte. E sem pagar um só tostão você pode apreciar uma pequena mas interessante amostra dos grandes mestres. A "De Schuttersgallerij" é uma galeria em uma via pública. Um presente do Amsterdam Historisch Museum. Fácil de chegar, basta andar pela movimentada Kalverstraat e chegar ao número 92.

De Schuttersgallerij
Já que você está pertinho, visite também o Begijnhof. Um recanto de paz no meio da agitada Amsterdã. Leia mais aqui
Se você quiser um auxílio precioso e barato para conhecer Amsterdã, contrate, por um preço quase simbólico por pessoa, um dos guias do Mee in Mokum. Aconselho a rota do Jordaan, charmoso bairro da cidade. Os tours começam às 11:00 e saem exatamente do Amsterdam Historisch Museum. Saiba mais aqui.
E já que falamos de arte, uma das menos conhecidas atrações de Amsterdam, são os jardins do Museu Real (Rijksmuseum). Além de uma coleção de esculturas, fontes e flores. O lugar reúne uma coleção de ruínas que contam a história dso 5 séculos da arquitetuta holandesa. Os jardins estão abertos de 10:00 às 17:00h de terças aos sábados e em domingos e feriados de 13:00 às 17:00h.
Onde: Stadhouderskade 42 / Museumplein
Como Chegar: Da Estação Central: tram 2 en 5 (salta em Hobbemastraat)
Almoço com música
Muziekgebouw é um intrigante projeto arquitetônico que divide opiniões e que abriga salas dedicadas à música. Isso já valeria a visita, mas eles ainda oferecem concertos de graça. Isso acontece uma terça-feira por mês. Se você der essa sorte, pode ouvir boa música - geralmente novos talentos. E se o bolso permitir, ainda pode aproveitar os 10% de desconto no Star ferry café-restaurante próximo às escadas. As apresentações acontecem no Salão Principal (Grote Zaaal).
Onde:Piet Heinkade 1,
Como Chegar:Uma caminhada de 10 minutospelas docas do Rio IJ, partindo de trás da Estação Central.

Interior Muziekgebouw
O Concertgebouw, pela sua primorosa acústica, é considerado um verdadeiro templo da música na Europa. A construção é belíssima e todas as quarta-feiras, de de 12:30 a 13:00h, acontecem concertos abertos ao público. Geralmente, ensaios da Orquestra Real. Mais uma opção de cultura sem custo.
Onde: Concertgebouwplein 2-6
Como chegar: Da estação Central: tram 2, 5, 16 en 24 e ônibus 170
Caminhadas - a cidade como atração
Andar não custa nada, só mesmo sola de sapato ( ou seria de tênis?). E essa é a melhor maneira de descobrir Amsterdã. Deixe-se perder nas rotas semi-circulares de canais, pontes e arquitetura holandesa. Um dos roteiros mais recomendados é o bairro do Jordaan, com as sua lindas ruas tranquilas, charmosas lojas e cafés. Tome cuidado com as ciclovias, com os trombadinhas e curta o seu dia.

Jordaan
Comida do tamanho do seu bolso
Saco vazio nem anda nem fica em pé, não é mesmo? Mas, quando a grana tá curta, a gente sempre termina em fast foods ou similares. A Holanda tem uma enorme variedade de snacks e uma famosa batata-frita. Você também pode optar por entrar em um supermercado e comprar ingredientes para fazer o seu próprio sanduíche. Aconselho experimentar também o krentenbol, um delicioso pão de passas. Leia mais aqui sobre o fast food holandês.
Como você pode ver, aqui os curtos de grana também têm vez.
Até a próxima!
sugira um post envie para um amigo topo permalink
Amanhã começa a temporada 2008 do Keukenhof, o famoso parque de flores da Holanda, que ficará aberto até o dia 18 de maio. Este ano o tema é a China, os Jogos Olímpicos e Pequim. Uma das homenagens à história e cultura chinesas será um imponente dragão que florescerá na primavera. Ele faz parte de um mosaico formado por 24.500 flores, dentre elas muitas tulipas, é claro.
Só pra dar uma idéia, dê uma olhada em alguns números do Parque:
Ano passado a bailandesa foi lá e trouxe todas as dicas pro Tabuleiro. Confira aqui
sugira um post envie para um amigo topo permalink
Demorei pra ir lá. Sempre passava e tinha uma fila imensa. Aí eu pensava: ah, estou sempre por aqui. Qualquer dia desses entro. E assim passaram-se quase dois anos. Mas valeu a pena esperar para entrar na famosa casa onde se escondeu Anne Frank durante a 2a Guerra Mundial. Depois de visitar os mais importantes museus da Holanda, ver os grandes mestres e as majestosas edificações, cheguei a um museu onde a grande obra-prima é a emoção.
Conhecida internacionalmente, a Casa de Anne Frank se situa do bairro Jordaan num charmoso canal, o Prinsengracht. O imóvel datado de 1635 recebe cerca de 900.000 visitantes por ano. Todos em busca de vivenciar a angústia e, ao mesmo tempo, sentir a vivacidade de uma menina que viveu durante quase dois anos em um sótão e que depois da sua morte, contou ao mundo a sua história. Este é um museu em que a ausência é mais presente do que tudo. Também não é preciso pedir silêncio. O respeito é imperativo.
Ainda existem alguns móveis da época, mas vídeos e outras formas audio-visuais narram a história e compõem o cenário. É impossível ficar indiferente. A idéia inicial era a reconstrução total da casa, criando assim, o mesmo ambiente do passado. Otto Frank, pai de Anne, se recusou. O que ele queria era que as pessoas vissem e sentissem o que restou da casa após a invasão nazista. E conseguiu.
Até agosto de 1944, quando foram traídos e entregues à Gestapo, duas famílias viviam em total silêncio, sem o direito de um simples abrir de janelas. O acesso ao sotão, anexo à parte de trás da casa, se dava através de uma estante de livros. Lá se encontra até hoje parte do universo em que por dois anos viveu a criativa e sagaz menina que, sob o constante medo, colava retratos em preto e branco na paredes e escrevia cartas e histórias para amigos imaginários.
Ironicamente, Anne Frank morreu no campo de concentração Bergen-Belsen duas semanas antes de ser libertada. Otto Frank foi o único sobrevivente da família e depois da guerra publicou o diário. Assim, contou ao mundo os horrores da guerra, através dos olhos da sua filha. O diário foi traduzido em mais de 60 línguas e já vendeu mais de 25 milhões de cópias
Interação
O museu conta ainda com uma parte moderna que, além de arte contemporânea, conta com algumas atrações interativas. Existe, por exemplo uma sala onde diveras imagens, filmes, situações são mostradas à platéia que, através de alguns dispositivos espalhados pela sala, emite a sua opinião, concordando ou discordando. Uma forma de praticar e estimular a tolerância.
Os arredores
No dia que reservar para visitar a Casa de Anne Frank, aproveite para passear pelo charmoso bairro do Jordaan, tomar um café no t'Smalle e para evitar as filas, visite no final do dia ou à noite. Em julho e Agosto, o museu fica aberto até às 10 da noite. Você vai não vai deixar de notar a estátua em homenagem à Anne Frank, mas, bem próximo à Casa de Anne Frank também está o Monumento Gay. Chamado de Pink Triangle ou Triângulo Rosa, é uma homenagem a todos os homossexuais perseguidos na 2a Grande Guerra e porque não ainda hoje em dia. Construída em granito rosa, a escultura consiste em três triângulos - simbolizando o passado, o presente e o futuro - que formam um maior. O triângulo rosa era a marca que os prisioneiros gays eram forçados a usar nos campos de concentração.
Informações Importantes:
- Não é permitido fotografar, filmar, fuma, usar celulares, grandes mochilas e carrinhos de bebê.
- O local não é acessível para pessoas com problemas de locomoção. A escada até o sótão é mínima e muito íngreme.
- O preço para adultos é 7,50 euros, de 10 a 17 metade e até nove anos, a entrada é gratuita.
- Formas de pagamento: dinheiro, Visa e Mastercard
- Atenção: não aceita o Museumkaart.
Como chegar:
Da estação Central : Trams ( bonde) 13 ou 17 ou ônibus 21, 170, 171 or 172. Salte no ponto 'Westermarkt'.
Endereço: Prinsengracht, 267 Amsterdam - Tel: 31 (0)20 5567105
Imagens: european-architeture.info (casa) - holocaustresearchproject.org (Anne Frank)
sugira um post envie para um amigo topo permalink
O cinema e os grandes mestres holandeses já se cruzaram algumas vezes. Dois bons exemplos são Vermeer e a sua Moça com Brinco de Pérola, retratado no aclamado filme homônimo e Rembrandt e um dos seus Auto-Retratos, que tem um papel central no filme Incognito. Mas se você, mais do que a imagem, quer ver a coisa real, vai ter que sair do óbvio (e muito bom, por sinal) roteiro de museus de Amsterdã e dar um pulinho em Haia,o centro político dos Países Baixos. É no Mauritshuis ou Casa de Maurício que se encontra uma das mais espetaculares coleções de toda a Holanda, talvez da Europa.
O Mauritshuis é um pequeno grande museu. A mansão é um dos mais belos exemplos da arquitetura clássica holandesa e quem assina o projeto é Jacob van Campen, com o auxílio do seu assistente Pieter Post. Com dois andares e totalmente simétrico, o prédio parece flutuar no Hofwijver, lago artificial que envolve o lindo conjunto de edifícios do Parlamento Holandês. A coleção de 800 pinturas, 50 miniaturas e outras obras está distribuída em 16 salas.
Para nós brasileiros, o museu tem uma conexão especial. Ele foi construído no século XVII, na época em que Conde Maurício de Nassau passou em Pernambuco. Ao entrar, após passar a recepção, observe no piso de mámore uma frase que menciona a passagem do Conde por terras brasileiras. Um curiosidade: o museu é vizinho ao escritório do Primeiro Ministro. Veja na foto a pequena torre à direita.
Mas quem vai ao museu quer ver arte, cultura e beleza, não é mesmo? Posso lhe assegurar que isso é o que não falta. Só para dar uma idéia, ao passear pelos salões, você vai se deparar com a Moça com Brinco de Pérola e outras obras de Johannes Vermeer. Você vai se extasiar com os auto-retratos de Rembrandt. Só por isso já valeria a pena a viagem. Mas tem muito mais: Jan Steen que tanto retratou a vida holandesa, Paul Rubens e tantos outros. É impressionante como quase toda a coleção é composta de verdadeiras obras primas.
Na última vez que fui, o guia em áudio era gratuito. Recomendo com entusiasmo. Está disponível em diversas línguas; inclusive em Inglês e espanhol. Ah, você ainda pode tomar um capuccino do Café do Museu, chamado "De Braziliaan". Só não posso garantir que o café seja brasileiro também.
O Mauritshuis é uma prova de que a Holanda é muito mais do que Amsterdã. E se a sua vinda a Europa tem a cultura como objetivo principal, esse é um destino obrigatório.
Assista aqui um trecho do filme Incognito e aqui o trailer da Moça com Brinco de Pérola.
Até a próxima
Serviço:
Endereço: Korte Vijverberg 8
Da estação central
• 10 minutos de caminhada
• tram ( bonde) 10,16 or 17
Preços: Adultos 9,50 euros. Crianças e adolescentes até 18 anos, grátis.
O Museumkaart é aceito.
sugira um post envie para um amigo topo permalink
Abro o portão e o silêncio toma conta de tudo. A visão que tenho é de um oásis de tranquilidade. Harmoniosas casas ao melhor estilo holandês, um verde e bem cuidado gramado, uma antiga Igreja e sim, o silêncio. Tudo nos envolve numa atmosfera quase sacra. Se contar a vocês que esta é uma parte de Amsterdã, vocês provavelmente duvidarão. Mas é verdade. Encrustado no centro de Amsterdã, cercado por casas comerciais, coffeeshops e muita gente, está o Begijnhof. Um "hof" é um espécie de jardim, um espaço de área verde privada comum em cidades holandesas. Numa tradução livre, o nome Begijnhof seria algo próximo de Jardim das Beguinas. Uma ordem de mulheres viúvas e solteiras que apesar de não fazerem votos, levavam um vida casta e se dedicavam a ajudar os mais necessitados.
Incrível como num cantinho da cidade pode caber tanta paz e tanta história. Tudo indica que o lugar tem origem no século XIV, mas não se tem certeza. Existe um documento de 1389 que cita uma casa ou uma “beghynhuys”. No Begijnhof está a casa mais antiga de Amsterdã, a Houten Huis - número 34 - ou casa de madeira. Esta é uma das duas únicas casa com fachada de madeira que restaram na cidade após o incêndio no Século XV. A outra ficam em Zeedijk e já falamos sobre ela aqui.
A Elgense kerk (Igreja Inglesa) é uma atração que se mistura com a própria história do lugar. Quase totalmente destruída após um incêndio na capital holandesa, foi reerguida. Já foi católica e, durante a Reforma, tornou-se Protestante.
Um outro destaque é a Capela Escondida (casas 29 e 30). Local onde durante a perseguição à Igreja Católica, as Beguinas professavam a sua religião. Elas conseguiram uma autorização especial, contanto que o lugar externamente nao parecesse uma Igreja. Também lá você pode ver os painéis de M. C. Schenk e acompanhar a história do Milagre de Amsterdã, quando uma hóstia em chamas foi recolhida por uma beguina sem causar dano algum à beata. Este é um lugar disputado para casamentos e batizados.
Segundo a tradição, as beguinas eram sepultadas na Igreja. Apenas Cornelia Arents, que na época da Reforma, quando a Igreja das beguinas passou para as mãos dos prostestantes, como último desejo, pediu que nao fosse enterrada lá. No entanto, contrariando a sua vontade, ao morrer em 1654, primeiramente ela foi enterrada em solo protestante e só depois a sua sepultura foi transferida para a parte de fora da Igreja, junto à parede. A última beguina morreu em 1971, aos 84 anos de idade, mas as habitantes do Begijnhof continuam sendo mulheres que ainda reservam grande parte do conservadorismo e vida casta de outros tempos. Portanto, o respeito ao silêncio e à privacidade dos moradores é importante e grupos muito grandes não são bem-vindos.
Quer dar uma pausa na agitação no centro de Amsterdã? Vá até a Spui, esquina com a Kalverstraat e faça uma viagem ao tempo.
O Begijnhof está aberto de 9h às 15h diariamente.
A entrada é gratuita.
sugira um post envie para um amigo topo permalink
Não tem jeito. Tenho um fraco pelos Italianos de Utrecht. Já falei aqui sobre o Roberto, um artista de delícias geladas radicado na cidade. E agora, falo de um outro italiano que também traz a tradição da cozinha italiana e é o responsável pela introdução do pão italiano na Holanda: o Mario.
O pão do Mario, assim como o Dom, é um ícone da medieval cidade holandesa. Esse pão em forma redonda, recém-saído do forno e recheado com legumes, salame e queijo faz a alegria de muita gente. Principalmente dos estudantes que povoam e animam esta cidade universitária. Não é sempre que com cerca de 3 euros você pode ter uma refeição farta e saudável, livre de frituras. E quando digo farta, é a pura verdade. Facilmente, um broodje* Mario pode saciar a fome de duas pessoas - em média, claro. E você pode pedir, que eles dividem sem problemas.
Geralmente o pão é servido com salame, queijo, cenouras e outros legumes, além das opcionais peperonis (atenção: não o embutido, mas pimentas mesmo). Você pode pedir a versão vegetariana, sem salame, ou ainda optar pelo calzone. Ah, quer mais recheio? Pagando mais um pouco, você tem o recheio em dobro.
Mario se situa em dois lugares na mesma rua, a Oudegracht, principal canal de Utrecht: num trailler, similar a uma barraca de feira ou do lado oposto em uma pequena loja com um toldo com as cores da bandeira italiana (veja na foto). Uma das imagens mais deliciosas é ver o passar de funcionários com bandejas nos ombros recheadas de pães fresquinhos, saindo da loja para o trailler.
Seja pela pressa, sabor ou porque a grana tá curta, vale a pena experimentar. Não se assuste com as filas. O serviço é rápido e eficiente, mas às vezes mal-humorado.
Serviço
Oudegracht 130/132 Utrecht tel: 31 30 232 2143
Aberto: 2a, 3a, 4a e 6a - de 10:30-18:00h, 5a 10:30 às 21:00h, Sábados 10:30 às 17:00h
* diminutivo de pão em Holandês
Imagem: flickr, cadat
sugira um post envie para um amigo topo permalink
Entre paredes cheias de fotos de mulheres, um varal, panelas e livros sobre tema, estava o casal amigo que nos já nos esperava por alguns minutos. Notei que eles sentavam numa mesa com pratos, talheres e copos dos mais variados tamanhos, cores e estilos. Posso dizer, o lugar transmite o calor de abraço de mãe bem apertado. O imóvel que hoje abriga o restaurante já foi uma escola de dança. O neon no teto, típico dos anos 50, e o piso de madeira que testemunharam os rodopios e elegantes passos dos bailarinos ainda estão lá. Só que hoje acompanham os passos apressados e amigáveis das mulheres que servem as mesas, aliás com uma simpatia não muito freqüente na capital holandesa (principalmente em lugares pseudo-moderninhos e "trendies"). Em 1990, quando a casa foi inaugurada, o dono pediu aos convidados que trouxessem copos, talheres e pratos. Eles estão lá até hoje e são símbolo do estilo caseiro e aconchegante do lugar. E se o negócio é pra se sentir em casa mesmo, nada melhor do levar uma foto da sua mãe para fazer parte da decoração. Sim, as paredes são cobertas de fotos de mamães, mamas, manhês e mainhas de todos os cantos da Holanda e do mundo.
Não preciso dizer que o dia das mães é a principal data festiva do lugar e é devidamente comemorada. Pra mamães ou vovós aniversariantes, o staff também reserva uma surpresa. Quero voltar no verão, quando levarei uma foto da minha mãe e curtirei o terraço ao sol. Mas com certeza, farei uma reserva por que esse coração de mãe tem lugares limitados e disputados.
Sábado aprendi duas lições. A primeira é nem sempre cabe mais um no coração de mãe. A outra é que bons restaurantes típicos holandeses não são lenda. Ao saltar apressada do bonde na Rozengracht, em Amsterdam e andar alguns metros, cheguei numa fachada com flores artificias, com um charmoso ar kitch e imediatamente soube que estava no lugar combinado, o restaurante Moeders (mães em Holandês).
Mas vamos ao que interessa. E a comida da mama holandesa? Olha, surpreendentemente saborosa e delicada. Pude sentir o cuidado e o toque de carinho na cozinha. O conceito do menu é ser como uma generosa matriarca: agradar aos gregos e baianos. Vegetarianos, carnívoros, crianças e aborrecentes encontrarão saborosas opções a um preço justo. Existem ítens tipicamente holandeses e também comidinhas de mae de outros países. Tudo pode ser pedido individualmente ou numa combinação de entrada, prato principal e sobremesa.
Serviço
Endereço
Rozengracht
251
1016 SX Amsterdam
Tel: 020-6267957
Aberto todos os dias 17:00
- 01:00h Cozinha aberta ate' `as 22.30h
Imagens:Amsinfo.nl, famfeenstra.nl,moeders.nl
sugira um post envie para um amigo topo permalink
Amante e viciada assumida em café, vivo varrendo os
diversos cantos desse minúsculo país em busca do café perfeito. Na semana
passada, descobri o óbvio ululante. Quam mais entenderia de café do que uma loja
especializada no assunto? Perambulando pela sofisticada rua Frederik Hendriklaan
em Haia, encontrei uma tímida e charmosa loja chamada Espresso Sicilia.
Ao botar meus pés na loja, me senti perdida num pequeno paraíso. Entre os mais variados tipos de máquina de expresso, desfilam os mais tentadores acessórios; são fofas xícaras de capuccino, colheres de chá e tantas outras indispensáveis inutilidades. E o café? Vocês acham que eu iria admirar tudo isso de mão vazias? Claro que não, enquanto me deliciava com as embalagens dos cafés em grãos e em pó, tinha nas minhas mãos um absolutamente perfeito ristretto. E se a sua máquina deu defeito, pode levar lá. Eles têm um serviço de manutenção.
Haia tem muitas atrações, mas se você gosta de café, ao passar por lá, não deixe de dar um pulinho na Espresso Sicilia. Faz bem ao paladar, à vista e ainda dá aquela aquecidinha de que tanto precisamos nesse frio.
Serviço
Frederik Hendriklaan 230/B
2582BM Den Haag (Haia)
Tel:070 3246804
sugira um post envie para um amigo topo permalinkAntes de vir pra cá, imaginava o Natal numa terra fria, quem sabe com neve. Com certeza o Papai Noel faria muito mais sentido do que no clima quente do Brasil. Pois é, esta foi mais uma das muitas surpresas que estavam reservadas para mim. Aqui é um dos poucos países onde Papai Noel não existe. OK, ok, talvez tenha sido muito categórica. Não é bem assim, ele até existe, mas é chamado de Kerstman - algo como homem do Natal - e não exerce quase nenhum fascínio sobre a garotada.

Sinterklaas - Utrecht
Aqui quem tem a força, o espírito e a magia é o SinterKlaas ou o São Nicolau. Segundo a tradição, São Nicolau de Bari se desfez de todos os seus bens, tornou-se monge, bispo e o seu nome é sinômino de bondade para com as crianças. A Holanda e a Bélgica mantiveram a tradição e todos os anos no mês de novembro, Sinterklaas chega nas cidades de barco, acompanhado dos seus ajudantes "Zwarte Pieten" - numa tradução literal, Pedros Pretos. As crianças se vestem como os ajudantes e vêm às ruas esperar ansiosamente pela chegada triunfal. Depois ainda há uma desfile pelas ruas da cidade. Em seu cavalo branco, Sinterklaas, com a ajuda dos Zwarte Pieten, distribue doces, biscoitos e alegria para todos presentes.

Criança aguardando a chegada de Sinterklaas
Ele chega no início de novembro, mas a festa mesmo é comemorada na noite de 5 de dezembro, véspera do aniversário do Santo. Os familiares se reúnem, fazem rimas engraçadas e as crianças esperam ansiosamente pelos presentes de Sinterklaas. No dia seguinte, um saco é deixado na porta de casa com as lembranças, muitos doces e biscoitos tradicionais de canela. Assim como no Brasil, existe o costume das crainças escreverem as cartas e relatarem o bom comportamento durante todo o ano. E, é bom deixar tudo muito claro porque criança que não se comporta vai direto pra Espanha no saco do Zwarte Piet. Mas essa história está sendo deixada cada vez mais de lado, afinal o que todos querem e esperam é alegria e diversão nesta época tão especial para os Holandeses.
Comidas Típicas - uma atração à parte

Peppernoten - biscoitos de canela

Letras de Chocolate - Você ganha a letra do seu nome

Marzipã nas mais variadas e fofas formas
Leia mais sobre São Nicolau e a sua relação com o Papai Noel aqui
sugira um post envie para um amigo topo permalinkSó passei lá para tomar um rápido café no meio de uma tarde fria de outono, mas foi o suficiente para me apaixonar. A companhia era ótima, o café gostoso e o ambiente irresistívelmente charmoso. Estou falando do Café 'T Smalle, um bar/restaurante que apesar de ser aberto apenas em 1978, tem um pezinho lá no século XVIII. É que em 1786, Pieter Hoppe neste mesmo endereço guardava os seus estiques e promovia degustações da sua famosa bebida jenever. Não posso garantir, mas o nome me lembra Genebra, que nunca provei, mas já vi no Brasil. Atualmente a marca Hoppe é sinônimo de jenever e de outro destilados na Holanda.

Logo Hoppe - detalhe dos vitrais do Café
Situado num dos bairros mais charmosos de Amsterdam, o Café além de ter impressionar pelo seu interior todo em madeira, passa uma atmosfera aconchegante. É o tipo do lugar que inspira a longos bate-papos regados a uma biertje - cerveja no diminutivo em holandês - ou a um simpático e despretensioso rosé no verão. E se você chegar lá no verão e tiver sorte, ainda pode encontrar uma lugar no terraço à beira do canal.

Janela Lateral
No cardápio não vi nada de excepcional; apenas o que normalmente vemos em cafés holandeses: sanduíches, saladas, diversas frituras, sopas, tortas e poffertjes - espécie de mini panqueca - para acompanhar o chá ou café e um café da manhã com direito a croissants. Mas o que pude ver com o meu olho comprido nas outras mesas, me parecia bem saboroso.

Interior
Conheci o 'T Smalle ao fazer um tour pelo bairro do Jordaan e facilmente você pode combinar um passeio pelo área com uma visita ao café. Você pode por exemplo, ir à casa de Anne Frank ( se tiver paciência para vencer a fila) ou apenas andar pelos lindos canais da área como o Lindengracht, o Rozengracht, o Palmgracht e o encantador Bloemgracht (canal de flores), Uma dica: agende uma visita com o Mee in Mokum e conheça todos os segredos da área, inclusive o 'T Smalle, por apenas 4 euros por pessoa. Você é guiado por um local, geralmente simpáticos aposentados e no meu caso, tive um tour para apenas duas pessoas. Reserve com antecedência e avise, se quiser o tour em inglês.
Serviço:
Café 't Smalle
Endereço: Egelantiersgracht 12
Telefone:31 20 344 4560
Horário:Diariamente de 10:00 a 1:00 e Sexta e Sábado até às 2:00h
Site:www.t-smalle.nl
sugira um post envie para um amigo topo permalinkUma das melhores maneiras de se conhecer um país ou um povo é através das diversas expressões culturais. Filmes, livros, pinturas, teatro e todas as formas de arte muitas vezes revelam uma faceta, um ângulo diferente da cultura de um lugar. Por isso hoje resolvi fazer uma seleção de livros, filmes, e outras formas de arte que de alguma forma estão relacionados com a Holanda. Ao escrever esse post já sei que de alguma forma estarei cometendo injustiça, por isso me limito a falar sobre o que já vi, li ou lembrei neste momento.
O Diário de Anne Frank: O relato da adolescente que comoveu o mundo ao expor os seus pensamentos, sentimentos, receios e esperanças enquanto se escondia dos alemães junto com a família numa Amsterdã ocupada por nazistas.

Anne Frank
Amor de pai ( título original: Passievrucht) de KArel G VAn Loon: enquanto Armin, viúvo e personagem principal desse thriller psicológico, tenta montar um quebra-cabeças emocional ao descobrir que não é o pai biológico do seu filho adolescente, viajamos em diversos cenários, hábitos e destaques da cultura holandesa. Leitura rápida e "de pegada".
Turkisfruit: Obra escrita e, 1969 pelo recentemente falecido escritor holandês Jan Wolkers. Um verdadeiro marco na literatura dos Países Baixos. Controverso, explícito e direto, revela uma trágica história de amor que chocou e inspirou várias gerações. Depois livro, agora vou ver o filme, que é considerado um dos destaques do cinema holandês. E claro que quero ver o Rutger Hauer novinho. Quem não lembra do ator no papel do implacável replicante em Blade Runner?

Rutger Hauer - Blade Runner
Já que estamos falando de cinema, não podemos deixar de mencionar Paul Verhoeven, diretor de Robocop, Instinto Selvagem e do ZwartBoek ou Livro Negro, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro neste ano e que através do cenário da resistência Holandesa durante a 2a Guerra, nos mostra como pessoas, valores, princípios e limites alcançam um outra fronteira em tempos de violência. Bicicletas, canais e a típica arquitetura holandesa tem presença marcante no longa.

Quer ter fazer um eletrizante tour pelos canais de Amsterdam? Alugue o DVD do filme Os Diamantes São Eternos, de Guy Hamilton. Você terá como guia, nada menos do que o agente 007. Quer fazer uma conexão direta entre Brasil e Holanda? Assista o noir Paid do diretor Lawrence Lammers e além duma viagem à capital holandesa, você ainda conferir a atuação de Murilo Benício e curtir a trilha sonora de Jacques Morelembaum.

Jip & Janneke
jipenjanneke.nl
Jip e Janneke: irresistíveis personagens criados pela escritora Annie M.G. Schmidt que através das mais simples situações do cotidiano infantil expressam os mais diversos aspectos dos hábitos culturais holandeses.
Sei que a lista grande e que ainda teremos muitos posts falando sobre cultura, mas por hoje, é só. Ah, sugestões, dicas são sempre bem-vindas!
Até a próxima
sugira um post envie para um amigo topo permalink