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Amsterdã. Dois hotéis e muita história.

Por Bailandesa no dia 31/03/2009 às 12h24

Até anteontem, estando na Holanda, você poderia visitar o quarto onde John Lennon e sua mulher, Yoko Ono, durante a sua lua de mel, fizeram um manifesto pela paz. O casal, durante sete dias, recebeu jornalistas de vários países e transformou o seu casamento e lua-de-mel em um movimento a favor da paz, em plena Guerra do Vietnam. O evento, chamado "Bed-in for Peace", aconteceu entre os dias 24 a 31 de 1969 e  para comemorar o aniversário de 40 anos do acontecimento, o Hotel Hilton abriu o quarto 702 à visitação pública.

 

John Lennon & Yoko Ono - Hilton Hotel

Fonte: Parool.nl

 

Parece que a mensagem "Give peace a chance" não foi exatamente seguida pelas autoridades e governos mundiais nos anos seguintes, mas o Hotel Hilton, que batizou a suite como John & Yoko honeymoon Suite", lucrou bastante com a história. Imagine que a diária da suíte custa 1.750 euros por noite e é bastante procurada para noite de núpcias.

Hilton Hotel Amsterdã

Fonte: debeterewereld.nl

O Hilton pode ser famoso devido à passagem dos ex-beatle pelo hotel, mas em termos de charme e história, não dá para comparar com o InterContinental Amstel Hotel, mais conhecido como Amstel Hotel. O majestoso prédio, projeto do arquiteto Cornelis Outshoorn, foi construído nos anos de 1866 e 1867. No entanto, o seu idealizador, o médico Samuel Sarphati, falecido em 26 de  abril de 1866, não viveu o suficiente para ver o seu "palácio no rio Amstel" acabado.

Durante os primeiros anos pode-se dizer que os negócios não iam bem, mas, a partir de 1870, com o estouro da Guerra Franco-Prussiana, o médico Johann Georg Mezger começou a atender os seus, na sua grande maioria, ricos e nobres pacientes no Hotel. Lá permaneceu por 18 anos, mas mesmo depois da sua saída, os ricos e nobres hóspedes continuaram a frequentar o hotel. Você pode ver no Health&Fitness Club uma placa em homenagem ao Dr. Mezger.

 

InterContinental Amstel Hotel

fonte: members.virtualtourist.com

O luxuoso interior não guarda muito dos anos passados, mas o hall de entrada, datado do século XIX, está inteiramente preservado. Originalmente o prédio tinha 111 quartos. Hoje, comta com 79 suites, com diversos estilos de acomodação. Os preços variam de 575 a 3250 euros por noite e, como todo hotel 5 estrelas de extremo luxo, tem todas facilidades esperadas. A localização também é privilegiada: próxima ao centro, longe das multidões e a com uma vista deslumbrante.

Sem dúvida, este é o hotel de preferência de políticos, celebridades e estrelas da música e cinema. Como dizem, os astros do rock cantam no Paradiso e dormem no Amstel. Mesmo que não possa se hospedar no Amstel, não deixe de passar e admirar a vista. Tenho certeza que, mesmo que você não soubesse da existência dele, ele estaria nas fotos da sua viagem. Na primeira vez que estive em Amsterdã - não, não fiquei no Amstel -  fiquei pertinho. A visão noturna daquele palácio pairando sobre as águas sempre me impressionava.

A Bailandesa também falou de dois outros interessantes hotéis aqui no Tabuleiro: o Hotel New York e o Euromast em Roterdã. Confira.

Até a próxima!

 

Serviço

InterContinental Amstel Amsterdam

Professor Tulpplein 1
1018 GX Amsterdam

website: http://www.amsterdam.intercontinental.com/

 

Hotel Hilton

Apollolaan 138
1077 Amsterdam, Amsterdam (Noord-Holland)
020 7106005

www.hilton.at

 

 

 

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O museu e as noites de Van Gogh

Por Bailandesa no dia 23/03/2009 às 13h31

Starry NightO Van Gogh Museum já é uma atração obrigatória para quem vem a Holanda. Agora, para quem estiver em Amsterdã até 7 de junho, será mais do que especial. Até esta data, acontece a exposição ” Van Gogh en de Kleuren van de Nacht”  (Van Gogh e as Cores da Noite).  Esta é a maior reunião de obras do pintor desde 2002 e uma  parceria com o MoMa, Museu de Arte Moderna de New York, que conta com a contribuição de outros museus como Kröller-Müller (outro must-go na Holanda), o d’Orsay de Paris e o Thyssen Bornemisa em Madri.


De sterrennacht (Noite estrelada), uma das obras mais famosas de Vincent, veio especialmente do MoMa NY para esta exposição e terá a companhia de  De aardappeleters” (Os Comedores de Batatas),  De Zaaier (O semeador) e outros trabalhos com as espetaculares cores de Van Gogh, inspirado pelos tons da noite e do anoitecer.

O Museu

Tudo começou em 1962, quando, sob a condição de que o acervo seria presevardo, reunido em um só lugar e aberto ao público, a família vendeu a coleção do artista ao governo holandês por um preço que simbólico de 15 milhões de florins. Em 1973, o prédio, de autoria do famoso arquiteto holandês Rietveld foi inaugurado. Posteriormente recebeu contribuições dos arquitetos Kisho Kurokawa e Martien van Goor.


Atualmente, 1,5 milhões de visitantes por ano visitam a vasta coleção de pinturas, desenhos, cartas, além de trabalhos de Gauguin e outros inspiradores e inspirados por Van Gogh. Sem sombra de dúvida, este é o museu mais visitado da Holanda e o único do país a ser auto-sustentável. A loja do Museu é uma atração à parte. Os turistas com os seus posters dentro das famosas embalagens azuis com o nome Van Gogh em amarelo já fazem parte do cenário da capital holandesa. Faça uma visita.

Dicas

  • Evite filas e multidões reservando o seu tickets online e indo no final da tarde, de 16:00 `as 18:00h.
  • Pegue o Audio Tour, a exposição ganha uma outra dimensão, quando entedemos melhor a história, a técnica e as razões do artista.
  • O Museumkaart é aceito no Van Gogh Museum, mas em exposições especiais, às vezes, valores extras são cobrados.


Como chegar:
Da Estação Central: Tram (bonde) 2, sentido Nieuw Sloten ou Tram 5, sentido Amstelveen Binnenhof. Saltar no ponto: Van Baerlestraat

Serviço:
Endereço: Museumplein, entre o Rijksmuseum e o Stedelijk Museum. A entrada fica na Paulus Potterstraat, 7.
website: http://www.vangoghmuseum.nl

Horário de funcionamento:
Museu: diariamente de 10-18 horas e sextas, até às 22h. Durante a exposição Van Gogh en de Kleuren van de nacht de 5a a sábado até às 22h.
Loja: diariamente até às 17:45h. Durante a exposição citada acima, de quinta a sábado, até às 21:45h.
Fechado em 01 de janeiro

Preço: adultos: € 12,50, 13 até 17 anos, € 2,50 e grátis até 12 anos.

O museu é acessível para pessoas com dificuldades de locomoção.

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Os Cafés de Amsterdã. Uma atração à parte

Por Bailandesa no dia 21/01/2009 às 20h12

Ir à Amsterdã e não visitar um Bruin Café seria o mesmo que ir à Londres e não ir a um pub ou não tomar um chopp num tradicional boteco no Rio de Janeiro. Apesar de não ser exatamente um programa turístico, faz parte da cultura local. E se você é do tipo do turista que gosta de conhecer os hábitos dos lugares onde visita, ao passar pela Holanda, tem que tomar uma "biertje" num típico café holandês.

't Smalle

Foto: bailandesa



São mais de 500 só em Amsterdã, então não vai ser por falta de opção. E o que faz de um café um Bruin Café? O nome vem dos móveis e paredes de madeira escura, favorecida por pouca iluminação e intensificada por anos e anos de nuvens de nicotina. Mas atenção, o fumo agora é proibido também em cafés. A atmosfera é aconchegante, ou como dizem os holandeses gezellig. Este é um lugar para pessoas tomarem um drink, um café e, mais do que nunca, conversar. Nos mais tradicionais, a pressa fica do lado de fora e você pode ler o seu livro, o jornal e relaxar, sem muita pressão para desocupar a mesa. Mas também não espere pressa no serviço da casa. Os garçons não são muitos e muitas vezes, para bebidas, você mesmo deve ir ao bar e fazer o seu pedido. Por isso, não se estresse, aproveite a sua "solidão" e curta o ambiente.

foto:dkimages

Em geral, são servidas refeições rápidas como saladas, sanduíches e sopas e até mesmos pratos, mas o mais encontrado nos cardápios são os petiscos fritos, prato de queijo e batatas-fritas. Ainda é possível tomar um café ou um chá acompanhado da torta do dia (gebak) - geralmente receitas tradicionais como a torta de maçã.  Agora, a estrela da casa é realmente a cerveja. A predominante é a pils (tirada do barril), das marcas Amstel e Heineken, mas isso não quer dizer que a cerveja em garrafa não é apreciada. Diferentes marcas e teores alcóolicos estão à sua espera. Ainda existem cafés que realmente primam pela variedade. O Kafé Belgie em Utrecht, por exemplo, tem mais de 200 tipos disponíveis.

Dois bons exemplos na capital holandesa são O 'T Smalle e o pequeno De Wetering. Próximo à Leidseplein, ele tem uma imensa e irresistível lareira no segundo piso. Perfeita para dias e noites de inverno.

Algumas dicas:
- A gorjeta não é obrigatória, mas muito comum e apreciada.
- Ao sentar no terraço (espero que no verão), o garçom vai lhe cobrar a cada pedido.
- Leve dinheiro em espécie. Cartão de crédito não é muito popular por aqui.

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Se essa rua fosse minha...

Por Bailandesa no dia 04/01/2009 às 16h33

O que dizer de uma rua que tem o melhor café de Amsterdam, as mais variadas lojas, diversos restaurantes e autênticos cafés e tudo isso emoldurado por canais e antigos sobrados holandeses? Só uma palavra: imperdível. A Utrechtsestraat começa na Rembrandtplein e, atravessando os românticos canais, termina na Frederiksplein. Lá você pode encontrar praticamente de tudo: roupas, sapatos, bolsas, delicatessen, restaurantes para todos os bolsos, além de ser um ótimo lugar para encontrar o presente que você não conseguiu achar em lugar nenhum. Não há como não se inspirar, especialmente se você passar na época de Natal, quando a iluminação dá um toque todo especial.

Utrechtsestraat - fonte: nlstreets.nl

 

Destaque para o De Koffiesalon, cujo espresso foi recentemente eleito o melhor de Amsterdã e tambem para a Concerto, tradicional e enorme loja de música que mantém o charme das lojas antigas e nada lembra às opressivas megastores.

 

Concerto - fonte: nlstreets.nl

Mas não se deixe distrair pela variedade e beleza das lojas, sempre que puder ou lembrar, observe as lindas e antigas casas acima dos estabelecimentos comerciais. Também, ao cruzar os canais, dê uma pausa para admirar o romântico cenário. Sempre vale lembrar: fique atento à bicicletas, melhor dizendo aos ciclistas, que estão em toda parte. Esta é uma rua bastante movimentada e para quem não está habituado ao intenso tráfego em duas rodas, pode ser bem irritante.

Como chegar: Da estação central, tome o Tram 4 (bonde) e salte na Rembrandtplein.

Concerto: Utrechstraat 52 - 60, tel: 020 - 6235228

De Koffiesalon: Utrechsestraat 130

 

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Os jardins secretos de Roterdã

Por Bailandesa no dia 16/12/2008 às 08h27

Schoonoord. Uma atração desconhecida até mesmo por muitos moradores de Roterdã.

Enquanto admirava a vista do Euromast, a torre com de 100 metros de altura em Roterdã, jamais imaginei que estava a alguns passos de um segredo muito bem guardado: O Schoonoord, um jardim cheio de beleza e sossego, plantado no coração do movimentado centro de Roterdã.

O Jardim tem mais de 300 anos e possui pouco de mais de 1 hectare. Fazia parte da propriedade da abastada família Mees e hoje é um oásis acessível a todos. Se você procurar bem, ainda pode pode encontrar o monumento ao chefe da família Mes. Mas a principal atração é mesmo a natureza e jardim é muito bem cuidado e planejado e permanece florido até o outono.Nada melhor do que depois da emoção do Euromast, descansar à sombra de árvores altas, admirando as traquilas águas do pequeno lago. E o melhor de tudo, como turista, visitando um atração que ainda é descohecida por muitos locais.

Crédito foto: Julius - Flickr


O Schoonoord está aberto de segunda à sexta, de 8:30 às 16:30h e aos sábados e domingos, de 11:0 às 16:30 h. Para chegar, basta pegar o tram (bonde) número 8. Se já estiver na vizinhança, procure a entrada do Schoonoord na Kievitslaan, vindo da Westzeedijk e da Parkkade.

Se você vai passar mais tempo na Holanda, Roterdã é uma cidade com muitas atrações e vale a pena uma visita. Confira aqui.

Endereço:

 Baden Powelllaan 2
3016 GJ ROTTERDAM
Tel:  31 10-4360308
Fax: 31 10-4362524

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À nove ruas do Paraíso

Por Bailandesa no dia 08/12/2008 às 14h14

De Negen straatjes, um reduto de estilo e boas compras em Amsterdã.

Já falei sobre algumas dicas de compras em Amsterdã aqui no blog: o Magna Plazza, para magnas compras e o mercado de rua Albert Cuyp, para compras mais populares. Hoje, falo da De Negen straatjes ou As Nove Pequenas Ruas. Uma área encrustrada no coração da cidade, num dos bairros charmosos da capital Holandesa, o Jordaan.

Jordaan - Amsterdã


Pode-se dizer que as nove ruas são um pequeno paraíso de compras. Um tabuleiro formado por pequenas ruas entrelaçadas pelos canais mais conhecidos e elegantes da cidade. São eles: Prinsengracht, Keisersgracht, Herengracht, Singel. Estes canais foram criados no século XVII, à medida que a cidade crescia e formam o Grachtengordel (cinturão de canais). Os nomes das nove ruas ainda lembram as atividades do passado, geralmente ligadas ao comércio de peles. Por exemplo: Berenstraat, rua dos ursos, Wolvenstraat, rua dos lobos. Mas hoje o que você encontra por lá é uma apanhado de lojas de design, galerias de arte, griffes de vanguarda, joalherias, antiquários, floristas, brechós e todo o tipo de estabelecimento onde o charme e exclusividade são as principais características. Sem falar nos mordernos e simpáticos cafés e sofisticados restaurantes, onde você pode dar aquela paradinha para descansar, apreciar um perfeito espresso, a vista e a arquitetura holandesa.

 

Mapa

Fonte: de9straatjes.nl


A área também é rica em atividades culturais, museus e também existem hotéis na área. Sem falar na proximidade da Casa de Anne Frank e todas as atrações do bairro Jordan.

Como chegar lá? A melhor e mais adequada maneira de conhecer Amsterdã é a pé. Da Estação Central, siga pela movimentada Damrak, até o Damplein, onde fica o Palácio Real e siga à esquerda do Palácio, pela Raadhuisstraat. Depois de deixar a multidão de turistas pra trás, é só seguir o fluxo dos canais e aproveitar o dia. 

 

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Museumnacht. Uma noite única em Amsterdã.

Por Bailandesa no dia 27/11/2008 às 07h49

Você já pensou em visitar um museu ou passear no Jardim Zoológico à noite? Na noite dos museus isso e muito mais é possível.


Novembro é muito lembrado pela chegada de Sinterklaas, o bispo São Nicolau que, um sábado depois da celebração de São Martin, chega num barco acompanhado por seus ajudantes, matendo a tradição e a alegria da criançada. Mas para mim, o melhor evento de novembro na Holanda, acontece no primeiro sábado do mês. É Museumnacht ou Noite dos Museus, quando praticamente todos os museus da cidade ficam abertos de 7 da noite à 2 da manhã. Tudo isso acompanhado de muitas outras atividades culturais. Muita música, dança e eventos gastrônomicos para celebrar a noite cultural mais esperada do ano.

Amsterdã à noite

Créditos: Márcio Nel Cimatti (www.ajanelalaranja.com)

Para você ter uma idéia da dimensão, mais de 40 museus participam do evento e cada um deles prepara atividades especiais. Leitura de poesias, workshops interativos e uma diversidade de atividades ligadas às mais variadas formas de arte. O Jardim Zoológico Artis, por exemplo, organiza tours noturnos e o Troppentheater abre uma pista de dança. Já o FOAM oferece coquetéis exclusivos. Depois das 2 da manhã, várias after parties se espalham por várias casas noturnas da cidade e tudo acaba em festa.

Num evento como esses, você pode esperar por filas, certo? Uma dica: ao comprar o seu ingresso, você recebe um mapa com todos os museus participantes. Planeje a sua rota antes e visite os mais procurados no momento em que a maioria dos visitantes está jantando. Você pode começar pelo museu mais longe do seu hotel e fazer o seu percurso de volta passando pelas várias possibilidades culturais que a capital holandesa oferece.

Sinanoga Portuguesa - Amsterdã

Créditos: Majesticmoose.net

Dois lugares que sempre concentram muita gente são Fundação Karl Appel e a Sinagoga Portuguesa. A primeira por ser pequena e a última por se tratar da única oportunidade de visitá-la durante o ano. O prédio, datado do século XVII, sobreviveu à 2a Guerra Mundial e o seu interior permanece intacto. Já que não possui energia elétrica, nesta noite em especial, a Sinagoga é iluminada por milhares de velas. O Rijksmusuem ou Museu Real sempre disputado, exibiu um dos highlights do evento, o crânio cravejado de diamantes do polêmico artista inglês Damien Hirst.


Num evento como esses, você pode esperar por filas, certo? Uma dica: ao comprar o seu ingresso, você recebe um mapa com todos os museus participantes. Planeje a sua rota antes e visite os mais procurados, no momento em que a maioria dos visitantes está jantando. O valor pago pelo evento dá acesso gratuito aos meios de transporte como ônibus, metrô e bondes de 18:00 às 6:00h, mas uma bicicleta pode ser de grande valia para a sua agilidade no percurso. Por que não alugar uma?

Mapa Museumnacht

Mapa Museumnacht

fonte: n8.nl

O ingresso, se comprado com antecedência, custa €17 . Além da entrada em mais de 40 museus de 19:00 às 2:00h, você tem acesso a mais de 200 atividades extras e desconto nas after parties que acontecem nos clubes e boates. Acesso gratuito aos meios de transporte e ainda uma entrada grátis em um museu da sua escolha para ser utilizado até dezembro de 2009. Mas atenção: na noite do evento, a entrada custa €20 e não pode ser comprada nos museus participantes, apenas nos escritórios da GWK (Estação central) ou na AUB TicketShop (Leidseplein).

No próximo ano, a Museumnacht acontece em 7 de novembro. Programe-se!

Mais informações: www.n8.nl (Por que n8? Noite em holandês é nacht e 8 é acht. N8 é uma abreviação.)

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Comida rápida e responsável em Amsterdã

Por Bailandesa no dia 17/11/2008 às 16h09

Inaugurada fast food consciente em Amsterdã.

Fast food carrega o estigma da culpa. Além de rápida, é uma comida recheada de pecados. Basta escolher: a gula, o excesso de calorias, os ingredientes não saudáveis a falta de qualidade e tantos outros.  Se isso não fosse suficiente, a chamada comida rápida ainda leva a fama de ser politicamente incorreta, sendo alvo constante de protestos.

A Holanda é um país onde frituras são a base dos snacks e lanches rápidos. Muitos deles fazem parte das refeições diárias de grande parte da população. Acontece que a tradição convive com a crecente preocupação com o meio-ambiente e o bem-estar dos animais. Seguindo a tendência eco e baseada no fato de que quase todo mundo gosta de uma fast food de vez em quando, há duas semanas nasceu a cafetaria consciente Natuurlijsksmullen (numa tradução grosseira, banquete natural). Cafetaria - lê-se com a silába tônica no segundo "a"-  equivale a uma lanchonete, um lugar onde se compra lanches e refeições rápidas como batatas-fritas e outras iguarias da culinária rápida batava.

Segundo a proprietária, cuja filha é vegetariana, os ingredientes são todos orgânicos e a carne utilizada vem de açougues biológicos. Também existe um extensa lista de opções para os vegetarianos como o croquete de verduras ou o vegaburger. As batatas-fritas são caseiras, cortadas no próprio estabelecimento e o sorvete é também orgânico, da marca Ben & Jerrys. Tudo isso regado à sucos, bebidas e vitaminais naturais e cafés com o selo de Fair Trade, é claro. A partir de 1.75 euros, você pode saciar a sua vontade de uma junk food sem culpa.

Mas não espere nada muito estiloso. As paredes de cor esverdeada e as pedras do piso que lembram madeira compõem um ambiente simples e despojado como toda cafetaria que se preza. No entanto, a localização não poderia ser mais apropriada: as redondezas do De Pijp. Esta é uma vizinhança que já foi um nicho hippie e hoje é pródiga em restaurantes conscientes como o Burgemeester, uma casa especializada em hamburguéres que só compra de fornecedores biológicos. Segundo eles, apenas pela qualidade da carne e pelo sabor, mas que também atende às necessidades do público engajado nas causas ambientais.

Agora já sabe onde se alimentar de maneira responsável e por um preço honesto em Amsterdã.




Serviço:
Jan van Galenstraat 78 - Amsterdã
Aberto de terça a sábado, de 12:00 às 22:00h e domingos de 14:00 às 22:00 h
Tel. 00 31 (0)20 779 0245.
http://www.natuurlijksmullen.nl

Imagem: natuurlijksmullen.nl

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Café Top 5

Por Bailandesa no dia 26/10/2008 às 09h21

assumi publicamente o meu vício por café. Como Marcelo D2, vivo em busca da perfeição. Enquanto ele procura a batida,  eu busco encontrar na Holanda o perfeito café  - mas especificamente o espresso ideal. Aquele que em sabor, apresentação, temperatura, consistência, satisfaz o meu mimado paladar e me faz recordar a experiência por dias. Foram poucos os que deixaram uma marca indelével na minha memória "degustativa".

Para a minha sorte, alguém resolveu dar uma ajuda à minha saga. O AD.nl, jornal holandês, fez o teste e parece que descobriu o Santo Graal em termos de café na Holanda.

Confira o Top 5 e saiba onde encontrar o melhor café de Amsterdã e em outras cidades batavas.

1o lugar: Doppio Espresso em Groningen. Nota 7,9. Pena que seja tão longe. Mas pensando bem, Groningen está na minha lista de cidades ainda por conhecer. Encontrei uma ótima razão.

2o lugar: De KoffieSalon em Amsterdã. Nota 7,8. Preciso ir à Amsterdã com urgência.

3o Lugar: Espressobar Coffeelovers em em Mastricht. Nota 7,5. Já fui, amei a cidade e mas do que nunca preciso voltar.

4o lugar: Cafe de Blonde Pater em Nijmegen. Nota 7,4. Olha outra cidade inédita na minha lista.

5o lugar: Thee en Koffiesalon de Eenhoorn em Kampem. Nota 7,4. Pra completar a auditoria do ranking, vou ter que checar a informação, certo?

Agora, qual seria o pior? Bom, pelo que li, quando o assunto for café, afastem-se correndo do Burger King na Willemsplein em Arnhem e do Kiosk na estação de trem em Zwolle.

 

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Um jeito próprio de pedalar

Por Bailandesa no dia 19/10/2008 às 14h49

Quando pisei na Holanda pela primeira vez, como todo turista, fiquei impressionada com a quantidade de bicicletas. As imagens dos estacionamentos, verdadeiros oceanos de magrelas foram alvos várias vezes das minhas amadoras lentes. Hoje, esse cenário não me impressiona mais tanto, mas as bicicletas continuam chamando a minha atenção. Só que o meu olhar hoje se detém mais à variedade de bicicletas e à criatividade na decoração das companheiras magricelas.

Num país onde existem 2,1 bicicletas por habitantes das quais 1 milhão são roubadas por ano, além de divertido, pode ser útil diferenciar a sua. Sempre olhava para aquele emaranhado de bicicletas estacionadas e imaginava como é que iria encontrar a minha. Além disso, com tantos dias cinzentos, um pouco de cor não vai fazer nenhum mal à cidade. Por isso, mais e mais, ao andar pelas ruas vejo colares de havaianas, bolsas, cestas, aros coloridos, luzes e tudo o que pode tornar a bike mais estilosa. É o estilo ultrapassando a fronteira da moda e sendo incorporado ao econômico, ecologicamente correto e saudável meio de transporte.

Existem lojas especializadas em bicicletas, mas tudo pode se tornar decoração e nesse ponto, as lojas de artigos baratos são uma ótima fonte de inspiração. Vejam alguns exemplos:

Bolsas que podem ser acopladas à traseira. Úteis e superfashion

Fonte: damesfietsen.nl

Colares de havaiana e flores, muitas flores.

 Fonte: zwitserlevengevoel.nl

 

Uma nova pintura

 

Fonte: zwatewaterkrant.nl

Uma capa para o selim. Até a polícia usa para lembrar os esquecidos de trancar a bike ou colocar anúncios de "Procura-se".

   

Fonte:damesfietsen.nl e nu.nl

Se planeja vir para a Holanda, depois de passar o susto com a quantidade, observe com mais cuidado as bicicletas e curta mais um dos aspectos do comportamento do povo desse minúsculo, mas intrigante país.

Até a próxima

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Uma caixa como tela

Por Bailandesa no dia 28/09/2008 às 16h25

 Amsterdã é famosa pela irreverência e diversidade. Isso se reflete também an forma de fazer arte.  No último Uitmarkt, evento que marca a abertura da temporada cultural da cidade, conheci uma forma bastante inovadora de promover a cidade e a arte: o Art-on-Box, uma maneira criativa de fazer literalmente a arte circular pelos quatro cantos e sete mares do planeta. Uma história de criatividade e empreendedorismo que vale à pena conhecer.

O porto de Amsterdã a fim de continuar crescendo, deseja atrair cada vez mais navios e empresas do setor logístico. Isso significa mais e mais containers saindo e entrando na capital holandesa. Numa criativa campanha, a administração do porto convidou 12 artistas que, durante quatro anos, pintarão 12 containers cada um, expressando os mais variados temas relacionados com a cidade.Os containers serão expostos em feiras, congressos e outros eventos e, eventualmente, entrarão no fluxo normal do porto e navegarão pelo mundo. Assim, divulgarão a imagem da cidade inovadora, moderna e com um mais um centro para o setor logístico internacional.

São imensas telas tridimensionais que carregarão além de produtos e mercadorias, imagens das porcelanas de Delft, traços das  obras de Rembrandt, o mundo submerso nas águas da cidade e tantos outros. Adorei a idéia e sem dúvida, é a cara de Amsterdã.

Rembrandt on a box

Fonte: art-on-box

Visite o site, conheça os artistas e veja vídeos e foto.

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Velejando no coração da Holanda

Por Bailandesa no dia 16/08/2008 às 17h59

Um terço do território holandês fica abaixo do nível do mar. Logo, enquanto você estiver na Holanda, provavelmente a água estará sempre ao seu lado. Seja nos canais nas cidades, nos rios, no mar e também em lagos. E se tem água por todo lado, tudo indica que temos barcos e lindas paisagens por perto.

kagerplassen

Kagerplassen (lagos holandeses)


Na semana passada, conheci um lado da Holanda que me fez ver a já comum paisagem holandesa por um outro ângulo. A bordo de um barco a vela, passei um dia na região dos lagos holandeses e enchi os olhos com o bucólico cenário de vaquinhas malhadas, moinhos e campos verdes e planos. Situada ao norte da região conhecida como Het Groene Hart (O coração verde), a área inclui os lagos de Westeinds, Kaag, Graassem e Nieuwkoop, e ainda as cidades de Leiden e e Alpjen aan de Rijn. Além de uma grande variedade de esportes náuticos,   a região ainda oferece muita natureza, história, ótimas rotas de bicicleta e caminhadas, pescaria e muitas outras formas de lazer.

Mapa da região dos lagos holandeses


Se você é daqueles que gosta de explorar o que os locais fazem, fugindo de rotas tradicionalmente turísticas, essa pode ser uma boa região para explorar. Este é um dos lugares para onde holandeses e alguns turistas de países vizinhos vão nos raros dias ensolarados que acontecem por aqui. Partindo de Amsterdã, depois de pegar um trem e um ônibus, a aventura começará na vila de Warmond. De lá, você pode escolher entre um passeio de barco, bicicleta ou, por exemplo uma caminhada. Não importa o meio de transporte, tenha certeza de que você entrará numa autêntica cena holandesa, tão presente em muitas pinturas dos mestres, que provavelmente você verá nos museus em Amsterdã.

Kagerplassen

Kagerplassen (Lagos de Kaag) -  fonte: klagerplassen.info


É possível alugar barcos a vela, bicicletas, e também explorar a região a pé. As vilas são interconectadas com balsas e barcos para pedrestes, ciclistas e, às vezes, até carros.  Passeios de barco podem ser contratados, por um preço médio de 10 euros e a duração de até 3 horas. E quanto a fome apertar, você pode optar em comer às margens dos lagos, em algum restaurante ou a bordo de algum barco. Existem diversos cafés e restaurantes com atraentes terraços, perfeitos para um jantar no final de um dia de verão.

kagerplassen

Kagerplassen (Lagos de Kaag)

Vai passar mais tempo na Holanda e quer conhecer mais do que Amsterdã? Esta pode ser uma boa opção para relaxar e conhecer um outro lado desse país minúsuculo, mas cheio de contrastes.

Até a próxima.


Serviço:

Como chegar em Warmond:

Da Estação Central em Amsterdã, pegue o Sneltrein, no sentido Den Haag (Haia) até a estação de trem Noordzijdelijk, na cidade de Leiden. De lá, pegue o ônibus número 50, sentido Haarlem. Mas atenção, conexões de ônibus e trens estão sujeitas à alterações. Sempre confira as rotas e horários nos balcões de informação.


Órgão oficial de Turismo de Warmond (Informe-se sobre aluguel de bicicletas, viagens de barcos, esportes naúticos e tudo mais o que for necessário)
VVV Warmond
Dorpsstraat 4A
2361 BB
Warmond
0900-22233

Mais informações: http://www.kagerplassen.info/ (site em holandês)

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Boa comida e tranquilidade à vista.

Por Bailandesa no dia 03/08/2008 às 16h23

Ao chegar em Amsterdã de trem, a primeira coisa que chama atenção é a agitação da cidade. No verão, essa sensação de burburinho é multiplicada por mil, quer dizer por milhares de turistas. Isso acontece porque na maioria das vezes, as pessoas andam em direção à porta principal da estação, que dá acesso ao centro, parte mais turística da cidade. Semana passada, num desses raros dias ensolarados do verão holandês, fiz o caminho inverso. Fui para a parte de trás da estação. Lá encontrei uma amiga, que me apresentou a um cais de tranquilidade: o café-restaurante Wilhelmina-Dok.

Wilhelmina-Dok

Wilhelmina-Dok


O caminho para o Wilhelmina-Dok já conta um pouquinho da sua história. Para chegar lá, você pega, sem pagar nada, o ferry número 50, atrás da estação central e atravessa o rio IJ. Andando alguns metros à direita, você vai se deparar com um irresistível e imenso terraço com mesas às margens do rio. Se hoje você encontra pessoas sentadas ao sol apreciando a vista e a boa comida do local, no passado - de 1899 até o final dos anos 80 - o lugar funcionava como estaleiro, onde os navios sofriam reparos e manutenção. Nessa época o porto foi aterrado e o restaurante foi construído. Depois de anos difíceis, a casa foi reaberta em 2000 com o nome original, que permanece até hoje.

Wilhelmina-dok


O cardápio é atraente, mas é difícil desviar o olhar dos barcos que passam, dos rostos sorridentes ao sol, do Muziekgebouw do outro lado e de tudo ao seu redor. Quando finalmente a fome falou mais alto, decidi optar por um risoto de abóbora, acompanhado por queijo de cabra. Escolha acertada, que se seguiu por uma torta de toffee. Também recomendo com entusiasmo o chocoladetaartje, uma espécie de mini gateau recheado com calda de chocolate e acompanhado por uma calda de pera. Esta foi a escolha da minha companhia, que claro, dei uma provadinha.

Se você quer fugir dos restaurantes lotados de turistas e quer fazer um programa mais local, eu recomendo. Os preços são razoáveis e o nosso jantar, sem entrada, ficou em média por 30 euros para cada. Mas atenção se for pagar com cartão de crédito. As taxas de 3,9% são repassadas e cobradas sobre o valor total da conta.  

Até a próxima e eet smakelijk ( bom apetite)!


Serviço:
Cafe-Restaurant Wilhelmina-Dok
Noordwal 1  Amsterdam
Telefone:020 6323101
http://www.wilhelmina-dok.nl/

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Pedalando além de Amsterdã

Por Bailandesa no dia 08/07/2008 às 16h16

Passagem comprada, conferindo os últimos detalhes da viagem e você só pensa em chegar em Amsterdã, alugar a bicicleta e pedalar entre pontes e canais, certo? Está mais do que certo. Mas se quiser ir além e conhecer um outro lado da Holanda, aconselho a pegar a sua bike e fazer uma das muitas rotas turísticas especialmente criadas para ciclistas:a Rota da Waterland.

Mapa

Fonte: http://www.waterland.nl/

São 37 quilômetros que lhe levarão a uma verdadeira viagem no tempo. Prepare-se para um verdadeiro choque cultural. Ao sair da movimentada e liberal capital holandesa, você vai se deparar com vaquinhas malhadas pastando em companhia de ovelhas, isoladas vilas de pescadores com casas que mais parecem de bonecas e vai ter uma real noção do que é estar abaixo do nível do mar. Em Waterland, você vai pedalar em diques e ao admirar a beleza dos lagos, verá os diferentes níveis das águas e entenderá como os holandeses conseguem dominá-las.

Waterland

Fonte: http://www.club12.nl


Para sair da cidade, tome o ferry Buiksloterwegveer que fica atrás da Estação Central e depois é só seguir o mapa com rotas para ciclistas. Você encontrará  mapas para ciclistas em livrarias ou em lojas da ANWB, uma imensa associação de proprietários de automóveis, que tem uma enorme participação na sociedade holandesa.

Pontos de Interesse:
Você passará pela linda cidadezinha de Durgedam e seguindo o seu caminho, mais ao norte, verá diversos lagos e diversas áreas de preservação para a reprodução de pássaros.  A estrada que passa pela vila de Uitdam é chamada de Uitdammerdijk. E aí você tem duas opções: seguir para  Monnickendam  ou se quiser e tiver disposição para pedalar, pode sair da rota, indo para a direita e visitar a vila de Marken. Antes a charmosa vila era uma ilha e hoje é conectada ao continente por um dique. Depois de Marken, você pode tomar um outro barco em direção a Volendam, mas isso aumentará em muito o seu percurso. Por isso, confira  no mapa com atenção.

A rota original vai até Monnickendam, que tem como principal atração turística a Speeltoren. Uma elegante torre datada do século XV com um relógio. Todas as manhãs de sábado às 11 horas e ao meio-dia, ao som dos sinos feitos pelo mestre  Petervan de Gein, abre-se uma janela de madeira, de onde quatro cavaleiros mecânicos aparecem. Dessa cidade você pega o seu caminho de volta em  direção à Amsterdam Noord, passando pela bela Broek in Waterland e suas casinhas de madeira. Chegando em Amsterdam Noord, você vai pegar o ferry de volta à Estação Central.

Waterland

fonte: henk50.web-log.nl

Prepare-se:

  • O aluguel de bicicletas é fácil e relativamente barato. A partir de 10 euros (em média), você aluga uma bicicleta na Estação Central ou em outros pontos de Amsterdam.
  • Prepare a sua mochila com bastante água e algo para lanchar.
  • Dica de sempre: não esqueça a sua câmera.
  • Mesmo sendo verão, leve um agasalho. Geralmente venta muito nos diques.

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A Indonésia é aqui

Por Bailandesa no dia 23/06/2008 às 18h51

Pode-se dizer que se existe tempero na Holanda, é porque veio das Índias Orientais Neerlandesas. Essa era a colônia batava conquistada nos séculos XVI e XVII pela Companhia Neerlandesa das Indias Orientais ( ou VOC) e abrangia quase todo o território da atual Indonésia. Se você pensa em cravo, noz moscada, pimenta do reino, sândalo e o famoso molho de pimenta sambal, tem que pensar neste país, que é composto pelo maior Arquipélago do mundo. E também tem que ter em mente o nome de Cornelis de Houtman, holandês que descobriu, na época, uma nova rota da Europa até a as Índias Orientais. A Indonésia se declarou independente em 1946 e o seu Estado foi reconhecido em 1949.

Rijsttafel (literalmente mesa de arroz)

fonte: indrapura-driebergen.nl

Se a Holanda deixou marcas na colônia, o colonizado trouxe as suas delícias para o território batavo. Ao andar pelas ruas de Amsterdã ou qualquer outra cidade holandesa, você notará a presença de vários restaurantes indonésios. Um dos pratos mais populares da holanda é típico indonésio kip saté. Um espetinho de frango (kip) que vem servido com um delicioso (e calórico) molho de amendoim e as amadas batatas fritas. Eu já assumi o meu vício.

Uma típica refeição indonésia é composta de arroz cozido com diversos acompanhamentos de carne, verduras, frango ou peixe. Também utilizam o "Ketjap", um molho de soja doce, assim como gengibre e curry. O bom e' que você encontra vários desses molhos em supermercados. O coco, também muito utilizado em leite e ralado, traz alguma semelhança com o clima tropical do Brasil.

Kip Satê

Fonte: typicalducthstuff.com

Se você quiser se aventurar nos sabores indonésios, a bailandesa vai dar uma ajudinha no cardápio. Abaixo os pratos mais populares:

Nasi Goreng – Arroz frito com ovo, carne, peixe e vegetais.
Bami Goreng –  mie - um tipo de "noodles" - frito com ovo, carne, peixe e vegetais.
Gado-Gado –  vegetais cozidos com molho de amendoim
Saté –  Carne ou frango grelhado (geralmente um espetinho) com molho de amendoim
Pisang Goreng - banana frita

Dica: onde se lê bami, é o mie (noodlels) e onde se lê Nasi, é arroz.

Aproveite e prove e de tudo, mas assim como na Bahia, quando alertamos para os perigos do excesso de dendê, cuidado com o molho de amendoim, hein?

Até a próxima.

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